Hoje vou compartilhar o meu drama com vocês. Tenho 38 anos, e a minha mulher, 34. A verdade é que ela me traiu desde o início do nosso namoro, uns quinze anos atrás. A gente brigava feio porque ela sempre fazia questão de me contar o que tinha feito. Eu ficava puto, fervia de raiva, mas sempre acabava perdoando. Afinal, como dizem por aí: “lavou, tá nova” (risos).
Depois de uns dez anos de namoro, entre idas e vindas, resolvemos nos casar e fomos morar juntos. Mas não durou muito: alguns meses depois, nos separamos. Ela logo começou a namorar um colega de trabalho, e eu passei a comer uma amiga da igreja que era casada. A separação, no entanto, durou menos de um ano. Nós reatamos, juntamos nossas coisas e nos mudamos para outra cidade.
Moramos alguns meses com meu cunhado até alugarmos uma quitinete. Eu trabalhava no turno da tarde, e ela ficava sozinha a maior parte do tempo. O dono do imóvel tinha dois filhos, e um deles era aquele tipo nitidamente mulherengo. De cara, ele se deu muito bem com a minha mulher. Passaram-se alguns meses e comecei a perceber que os dois conversavam bastante, principalmente quando ela ia estender roupa no varal.
Até que um dia, ela entrou no banho e deixou o celular destravado na mesa. A curiosidade falou mais alto: abri rápido e vi uma mensagem dela para uma amiga. Ela confessava que o filho do dono da kitnet tinha ido lá em casa uma noite, enquanto eu trabalhava, e ela tinha dado para ele. Fiquei cego de ódio, mas engoli a seco. Não falei absolutamente nada. Eu não queria me separar de novo. Apenas arrumei uma desculpa e nos mudamos para outra kitnet.
Logo depois, ela arrumou um emprego. Passado um tempo, começou a comentar sobre um amigo do trabalho que “estava passando por um momento difícil”. Eles conversavam muito, e ela falava dele quase todos os dias. Minha desconfiança já estava no teto.
Nisso, um dia, no meio do sexo, eu estava comendo ela com vontade e ela soltou que esse tal colega de trabalho estava dando em cima dela. Parei na hora e perguntei, direto ao ponto: “Você tá a fim dele?”. Ela respondeu que não queria que eu ficasse zangado, mas que sim, estava com vontade de ficar com ele. Naquele momento, meu tesão sumiu. Fiquei puto de novo, brigamos feio.
Mas depois, com a cabeça fria, pensei bastante. No fundo, eu sabia que ela faria escondido de qualquer jeito. Então, tomei uma decisão inusitada: acabei liberando. Ela começou a sair com o cara, e a verdade perturbadora é que eu fui gostando de ser corno. A cada chifre que eu tomava, meu tesão nela aumentava de forma absurda.
A partir daí, virou um estilo de vida. Ela pediu para sair com um colega de um curso, depois começou a dar para o pai de uma amiga. A essa altura, o fetiche tinha me dominado por completo. Eu me flagrava arrumando machos na internet para comer a minha própria mulher. Consegui uns dois em um site de swing, e só de imaginar a cena, eu ficava louco de tesão. Ela deu até para um vizinho nosso.
Um dia, transando comigo, ela sussurrou que queria dar para o meu chefe. Confesso que não gostei muito da ideia no início, mas acabei deixando. E não deu outra: como eles já se conheciam e conversavam, em pouco tempo ele já estava comendo ela. Esse, aliás, foi o cara que mais a comeu. Era o preferido dela. Por último, teve o marido de uma amiga, com quem ela saiu algumas vezes.
A dinâmica variava: alguns desses caras ela levava para a nossa casa enquanto eu estava trabalhando; em outras ocasiões, eu ficava em casa esperando enquanto ela ia para o motel. Alguns sabiam que eu era o marido permissivo que liberava tudo; outros, nem imaginavam.
O problema é que o jogo virou. De repente, ela não quer mais saber dessa vida. Bateu o pé e me avisou que, daqui para a frente, só vai foder comigo. Isso foi um verdadeiro banho de água fria.
Minha libido despencou. Já não trepo com ela há mais de duas semanas. Ontem fomos tentar, mas meu pau simplesmente nem endureceu. Ela sabe perfeitamente que perdi o tesão, mas segue irredutível, dizendo que não vai mais foder com outros caras. Agora, meu drama se resume a isso: minha esposa finalmente decidiu ser fiel, e eu passo as noites batendo punheta, só lembrando dos chifres maravilhosos que ganhei dela…